O uso de estimulante afeta ou não o desenvolvimento inicial da cana-de-açúcar?
DOI:
https://doi.org/10.36560/14320211210Palavras-chave:
Saccharum officinarum. bioestimulantes. perfilhos.Resumo
A cana-de-açúcar (Saccharum officinarum) é uma das culturas de maior importância socioeconômica no Brasil, exercendo função de destaque na produção de açúcar e álcool. A busca intensiva por técnicas que maximizem a produtividade no cultivo de cana-de-açúcar aponta a aplicação de reguladores vegetais ou biorreguladores visando aumentos quantitativos e qualitativos na produção. Frente ao exposto, o presente trabalho tem por objetivo avaliar diferentes doses de estimulante a fim de verificar o desenvolvimento inicial das raízes. O experimento foi conduzido na cidade de Cosmorama/SP. Utilizaram-se rebolos provenientes de cana-de-açúcar da variedade RB86 – 7515, que foram acomodados em tubetes para aplicação dos tratamentos que correspondem ao parcelamento da dose recomendada pelo fabricante: T0 – 0%, T1 – 50%, T2 – 100% (dose recomendada pelo fabricante), T3 – 150% e T4 – 200%). Foram avaliados os parâmetros altura do perfilho (AP), número de perfilho (NP), diâmetro do perfilho (DP) e massa seca dos perfilhos com suas raízes (MSPR). Os tratamentos T0, T1 e T2 não apresentaram diferenças significativas em relação à AP e DP. Não houve diferenças estatísticas entre os tratamentos quando se analisou DP e MSPR. Com este estudo pode-se concluir que o uso de 50% da dose recomendada de ácido 4-indol-3-ilbutírico +ácido giberélico + cinetina influenciou, principalmente, na altura de perfilho, no entanto, para os outros parâmetros avaliados a aplicação de bioestimulantes no desenvolvimento inicial da raiz não apresentou um resultado satisfatório.
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