Eficiência de Bacillus spp. no controle de Colletotrichum musae em banana
DOI:
https://doi.org/10.36560/15720221554Palavras-chave:
Antracnose, controle biológico, Musa spp., bactériaResumo
O Brasil é um dos maiores produtores de banana do mundo, entretanto sua produtividade é afetada por doenças pós-colheita como a antracnose. Assim, o objetivo foi avaliar o efeito de Bacillus subtilis e Bacillus methylotrophicus, comparado à ação de fungicida no controle da antracnose em pós-colheita. Para isto, frutos de banana (Musa spp.) na fase 1 de maturação foram submetidos aos seguintes tratamentos: testemunha, sem tratamento; Rizosog (B. subtilis) (1,5 mL L-1), Ônix®og (B. methylotrophicus) (90,9 mL L-1) e fungicida tiofanato-metílico (1mL L-1), em que para cada tratamento empregou-se 10 frutos. Pode-se observar que a testemunha diferiu estatisticamente dos demais tratamentos, apresentando valor de área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD) superior aos demais, enquanto o tratamento com B. subtilis foi o mais eficiente com menor valor de AACPD. Os tratamentos B. methylotrophicus (AACPD= 143,35) e fungicida (AACPD= 185,5) não diferiram entre si, entretanto apresentaram diferenças significativas em comparação aos frutos tratados com B. subtilis (AACPD= 23,15). No quarto dia após a imersão dos frutos todos os tratamentos apresentaram a mesma maturação fisiológica, porém nas demais avaliações os frutos tratados com B. subtilis apresentaram maior durabilidade pós-colheita, com menor índice de maturação fisiológica.
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